01/01/2026

NATAL

 

O Natal, tal como os impostos, chega todos os anos.

Sempre na mesma data, e, tal como ao Fisco, não há como fugir-lhe.

Por muito que desejemos não gastar aquilo que temos e não temos, acabamos sempre arrepiados com a conta final. Tal como com os impostos!

Mal de nós se resolvemos quebrar um pouco as regras, aliviar a pressão da época: logo chegam as reclamações e acusações e acabamos por pagar a dobrar para aprendermos que com o Natal não se brinca! Tal como não se brinca com o Fisco!

O Natal, tal como os impostos, tem como objectivo aplicar uma justiça redistributiva: ir buscar a uns para dar a todos. Ou deviam ter, porque a primeira parte, ir buscar, acontece. A redistribuição é que é menos clara porque, em geral, os que dão pouco recebem!

Cada ano, no Natal, repetimos os mesmos rituais, cantamos as mesmas canções, confecionamos os mesmos manjares tradicionais e procuramos a companhia daqueles que amamos. Mas quantos olham o presépio e se lembram que afinal estamos a celebrar o acontecimento tão simples e tão bonito que foi o nascimento de uma criança?

A todas e a todos desejo que muitos Natais vindouros vos encontrem com alegria e boa disposição e…que o Fisco vos deixe em Paz!

 

                                                                                                                                Conceição Brito

                                                                                                                13 de Dezembro de 2020

Sem comentários: