O Natal, tal como os impostos, chega todos os anos.
Sempre na mesma data, e, tal como ao Fisco, não há como fugir-lhe.
Por muito que desejemos não gastar aquilo que temos e não temos,
acabamos sempre arrepiados com a conta final. Tal como com os impostos!
Mal de nós se resolvemos quebrar um pouco as regras, aliviar a
pressão da época: logo chegam as reclamações e acusações e acabamos por pagar a
dobrar para aprendermos que com o Natal não se brinca! Tal como não se brinca com
o Fisco!
O Natal, tal como os impostos, tem como objectivo aplicar uma
justiça redistributiva: ir buscar a uns para dar a todos. Ou deviam ter, porque
a primeira parte, ir buscar, acontece. A redistribuição é que é menos
clara porque, em geral, os que dão pouco recebem!
Cada ano, no Natal, repetimos os mesmos rituais, cantamos as
mesmas canções, confecionamos os mesmos manjares tradicionais e procuramos a
companhia daqueles que amamos. Mas quantos olham o presépio e se lembram que
afinal estamos a celebrar o acontecimento tão simples e tão bonito que foi o
nascimento de uma criança?
A todas e a todos desejo que muitos Natais vindouros vos encontrem
com alegria e boa disposição e…que o Fisco vos deixe em Paz!
Conceição
Brito
13
de Dezembro de 2020
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