Ao correr do fio do tempo
Vamos e vimos
Por onde passámos
Tornamos a passar
Ora quase indiferentes
Ora com um novo olhar
Aquele que perscruta
Aquele que nos ensina
O da consciência de que
Sempre estamos a aprender…
Foi o que perante o Forte
Me aconteceu e comoveu.
Conhecidíssimo o de Peniche
Sabida de trás para diante
E vivenciada a história
Da Resistência e da Liberdade
Reposta e celebrada
Em museu ali criado,
Pela forte emoção sentida
Pelo saber que tinha como sabido
Ou pelo que custava a acreditar
Me penitencio, pela diferença
Entre proximidade e memória
Do que a minha geração sofria
E o vivido de quem abnegado e sacrificado
Por dentro lutou, se deu, se martirizou
Novos tempos em liberdade nos ofertou!
Maria Silveira
29.05.2026
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