01/02/2026

TODOS OS DIAS NASCEM NOVOS DIAS, TODOS OS ANOS NASCEM NOVOS ANOS


Mês de Janeiro de 2026.

Dia 1 nasceu um novo dia e um novo ano

Nascer remete para nova vida, de esperança, alento, sonho, oportunidade…

Cada nascimento transporta dádivas e desafios.

 O velho esfuma-se e o novo traz consigo a esperança da renovação, a luz otimista ao coração.

 Os dias dependem da relação da Terra com o Sol e de condições circunstanciais climatéricas, associadas à localização geográfica e não só, influenciando a nossa vida, saúde, estados psicológicos, atividades, alimentação….hábitos e costumes.

Mas, são ainda algo mais!

Na dimensão em que vivemos, o nosso tempo é balizado por passado, presente e futuro, conceitos enraizados que nos condicionam.

Abordá-los, talvez ajude à proposta de renovação que cada novo dia nos oferece.

Tendencialmente repetimos com frequência o que já conhecemos, torna-se confortável, prático, e por vezes até antevemos os resultados, com alguma facilidade!

 O novo ano, resultante da sucessão de 365 dias, vividos nessas repetições, é festejado geralmente com intensidade, transporta sensações que alimentam sonhos e promessas de significativas alterações. Contudo, muitas vezes são sonhos efémeros que se desvanecem quase ao ritmo das explosões cromáticas dos fogos de artifício tão generalizados e que acarretam despesas megalómanas, nem sempre compatíveis com as condições económicas existentes.

  Porquê insistir então em tais consumos exagerados? Decorrido o clímax, volta-se ao silêncio, o teatro termina rapidamente, a ilusão e competição entre regiões terminam e fica o convite à reflexão no silêncio que paira no ar, ainda carregado de fumos branco cinza a pintar os céus. Sente-se o vazio…

Sendo o novo dia e novo ano campos de novas oportunidades, como dar-lhes “oportunidade” mantendo as tradicionais conceções?

Se o dia é novo, transporta em si propostas que contribuem para a sua renovação! Sendo nós o resultado do meio, também vamos sendo transformados por vezes de forma inconsciente, mas resistimos e insistimos que como sempre se fez é que é bom e esse sentimento torna-se dominante. O medo da mudança faz-nos resistir e perpetuar o que já conhecemos.

O tempo cronológico dá-nos a ilusão que somos a mesma pessoa do dia anterior! Tomar consciência da plena vivência e dinâmica que cada novo dia e novo ano nos oferecem, talvez seja uma chave útil para usar no presente e assim preparar e alterar o futuro, enquanto ainda campo de potencialidades.

Sem reflexão, e vivendo em manutenção sistemática de crenças e costumes enraizados no passado, e cujas consequências são visivelmente desanimadoras,  corremos o risco de não aproveitar as potencialidades de cada novo dia /novo ano.

Sendo o presente o resultado do passado e o futuro o resultado do presente, muito pouco se alterará se os padrões continuarem a repetir-se.

Einstein já defendia que “loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual”.

O mundo está a mostrar-nos a desconstrução dos sistemas, fase crítica em que cada novo dia e novo ano apresentam desafios dolorosos que nos obrigam a refletir, reavaliar, rever, ir fundo em nós e encarar a transformação sem falsos pudores. Questionamento imprescindível : quais serão as causas?

O convite à quietude levar-nos-á certamente a alterações necessárias.

Cada dia, cada ano, são um buffet recheado de alimentos metafóricos.

Aliar os bons paladares, com os bons aromas, com os bons nutrientes, contribuiremos certamente para a recuperação da “saúde” física, mental presente e futura.

Novas visões, novos caminhos, se apresentam; selecioná-los, aprofundar a sua mensagem e ousar percorrê-los com esperança na renovação a que cada novo dia convida, talvez seja uma boa escolha!

Somos responsáveis pelo uso do presente que prepara o futuro. Todos os dias e ano temos a possibilidade de reformular e escolher; a decisão é pessoal.

Termino, agradecendo ao Sol, Sistema Grandioso que nos aquece e vivifica os nossos dias, que não colapsa nem sofre ”apagão”, apenas poderá ser enfraquecido por nuvens passageiras, ou eclipses, que em nada comprometem o nascimento de novos dias todos os dias.

 

Maria de Lourdes Santos

18 de Janeiro de 2026

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