Ondulantes, alvas, dançam águas no horizonte.
Águas turbulentas, travesseiros de noiva sobre alcova em movimento, sob véus esvoaçantes. Emerge a brancura no regaço azul do mar sem fim casado em perfeição com o firmamento. Na ténue linha do horizonte desfaz-se a ilusão, alaranjado, avermelhado, o sol impõe-se, mostra a onda, evidencia a corrida, revela a brutalidade dos sentidos, a força da luta mar e terra, a violência da relação, do abraço que une homem e mulher, o êxtase no seu expoente, onda de maré alta que resfolga no rochedo.
Esmorece,
cai o dia, tudo serena, as águas viram espelho, prazer da natureza, satisfação
dos sentidos, tudo adormece, acorda a paz.
Luísa Machado Rodrigues
2025.11.20
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