É fim de tarde. Faltam 2 horas para a lua aparecer no seu esplendor num céu ainda pouco escuro de uma noite de verão. A temperatura do ar aponta para os 29º. O mar pinta-se num azul nevoento com ondas a espraiar serenamente na areia, ainda molhada. Próprio da baixa mar. Que logo, logo estará na maré vazia.
Já
se vê o topo das rochas antigas outrora descobertas e nuas.
Há
casais que passeiam mais seguros sobre a areia compacta.
Fazem
os últimos mergulhos.
Há
ainda 3 grandes chapéus coloridos que cobrem os verdadeiros amantes da areia e
mar desta praia. Preparam-se para jantar.
Há 2
ou 3 barquinhos ancorados no mar…
Gaivotas
de penas cinzentas sobrevoam a beira-mar. Voam em bando, atentas à liderança que as
conduzirá ao silêncio, ao descanso da noite.
Nas
arribas dá-se o oposto.
Brilham
as luzes, brilham os corpos bem alimentados de óleos e perfumes. Brilham as musselinas
leves, esvoaçantes e coloridas. Ouvem-se risos fáceis.
É
hora de saborear um belo peixe grelhado saído daquele mar, pescado para chegar
à mesa de quem o pode pagar.
Há
música adequada, tocada por mãos hábeis e caras sorridentes. Música subtil que
prende o consumidor.
A
noite está propícia a grandes conversas e olhares furtivos.
Mãos
tranquilas e lânguidas elevam os copos com delicadas bebidas. Alimentam o fogo que
as faz dançar ainda sentadas.
As
pessoas procuram-se, descontraem-se, procuram viver e fugir do desencontro e voracidade
do dia a dia. Vivem momentos. Aproveitam momentos que se tornam únicos. O que
virá a seguir beneficiará da sucessão destes momentos.
Por
que, também, são de aprendizagem.
O
sentido valioso da aprendizagem entre pares torna o homem e a mulher
experientes, cultos e mais capazes de liderança.
Em
si próprios. Criando lideranças entre pares com benefício na sociedade do Homem.
Uma
noite de luar. Uma sucessão de momentos…
Maria
Regina Ferreira
20.11.2025
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