Amanhã
vou-me embora sem destino
e no meu peito aberto o desatino.
Levo nas mãos fechadas liberdade
vestida de loucura e de vontade
No
olhar delirante levo um hino
levo um sonho, acordado, de menino
marcado pelos traços da saudade
e asas feitas de paz e de verdade
Amanhã
vou-me embora por aí
quando o mar me fala só de ti
em fugazes fiapos de marginalidade
Caso
a sombra regresse ao meu caminho
farei na solidão, ornamentos de azevinho
quando o mar trouxer o que não tem idade
Fernando Baptista
Cela Velha, 30.04.2025
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