01/12/2025

SE AO MENOS O MAR ...


 

 

Amanhã vou-me embora sem destino
e no meu peito aberto o desatino.
Levo nas mãos fechadas liberdade
vestida de loucura e de vontade

No olhar delirante levo um hino
levo um sonho, acordado, de menino
marcado pelos traços da saudade
e asas feitas de paz e de verdade

Amanhã vou-me embora por aí
quando o mar me fala só de ti
em fugazes fiapos de marginalidade

Caso a sombra regresse ao meu caminho
farei na solidão, ornamentos de azevinho
quando o mar trouxer o que não tem idade

 

 

Fernando Baptista
        Cela Velha, 30.04.2025

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