01/06/2026

14 DE MAIO FOI O DIA DE BOCAGE EM SETÚBAL


Estava sol, um dia claro para a nossa visita!

A cidade de Setúbal, àquela hora, estava num movimento atarefado, mas o grupo de A Voz dos Poetas ia tranquilo, expectante. Levávamos um programa detalhado. Tínhamos ‘Waze’ para nos direcionar pelas ruas da cidade e também pelo emaranhado das ruelas da beira-rio que nos levariam à Casa de Bocage.

A prometida homenagem ao Poeta, primeiro.

A Praça de Bocage, com os departamentos da administração e edifício da Câmara Municipal em círculo irregular, fica perfeita para conter um imponente monumento ao Poeta. No centro da praça, em mármore branco, a estátua de Bocage ergue-se numa altíssima coluna coríntia de 2 metros! Foi a seus pés que dissemos 12 poemas da sua autoria. Dois de amor, dois na senda de Camões, alguns satíricos…

E lá fomos, por vielas e escadinhas até à Casa de Bocage. Já nos esperava um simpático guia numa sala pequena cujas paredes continham um resumido trajeto do Poeta.

Foi numa 1ªprojeção de slides que nos deu a conhecer a economia pesqueira da cidade desde a metade do século XX com a mostra de um Arquivo Fotográfico valioso do fotógrafo Américo Ribeiro. Depois, perspetivou-nos o período difícil que assolou a região quando a economia pesqueira, outrora um dos polos industriais do país, deu lugar a uma escassa economia tradicional com o comércio de produtos regionais. Por fim, fazendo uma resenha histórica sobre Bocage, dizendo alguns poemas com ligeira análise comparativa.

Era hora de almoço. Estava combinado: peixe fresco e vinho da Península de Setúbal. Para ajudar a economia da região…

Depois, numa tarde ventosa, mas com sol, atravessando a cidade alta, constatámos a evolução de Setúbal. Mais virada para dentro. Montras com boas ofertas, jovens mulheres e homens bem vestidos, turistas em esplanadas. Prédios antigos bem conservados, novos prédios do início deste século e, construindo uma pujante economia, muitas novas construções para habitação e diversos setores industriais. Parque automóvel jovem demonstrativo da capacidade de superação e recuperação de uma economia sustentada.

E, nesta caminhada por ruas e avenidas em direção ao Convento de Jesus de Setúbal, chegámos à majestosa Igreja de Jesus, construída com o patrocínio do rei D. João II e 1ª no estilo manuelino, ainda no seu início. Igreja e convento para abrigar as religiosas da Ordem de Santa Clara, o ramo feminino da Ordem de São Francisco. Obras financiadas pela economia açucareira da Ilha da Madeira.

Recebeu-nos uma jovem arqueóloga, Marisa, que nos conduziu numa visita guiada com todo o conhecimento dos espaços e muita simpatia.

Visita de alto valor cultural, dissemos! Setúbal está na rota da Cultura Nova Atena!


Maria Regina

17.05.2026

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