Na fronteira da ternura
Onde a minha mão procura a tua,
Na busca de uma carícia ansiada,
Na espera serena e ansiosa do desejo
De me perder no teu olhar
Longa, serena e irremediavelmente,
Num mar fluido de sentidos e sentimentos,
Emoções e desejos,
Na plenitude do sorriso alegre e triste
Que recordo de ti.
Num tempo breve e longo,
Num espaço perto e distante,
Vividos na simbiose da noite e da lua,
Do dia e do sol,
Num longo diálogo
De palavras e emoções
De folhear e desvendar o livro da vida
Num encontro de silêncios e palavras
De gestos ousados e tímidos
De avanços e recuos
Na procura permanente do ouvir e sentir
Palavras sempre novas.
Na urgência de inventar um olhar mais profundo,
Um beijo mais doce, à flor da boca,
um procurar lento à flor da tua pele
que tarda em chegar a mim.
Maria de Freitas
maio 2026
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