01/06/2026

NA FRONTEIRA DA TERNURA


Na fronteira da ternura

Onde a minha mão procura a tua,

Na busca de uma carícia ansiada,

Na espera serena e ansiosa do desejo

De me perder no teu olhar

Longa, serena e irremediavelmente,

Num mar fluido de sentidos e sentimentos,

Emoções e desejos,

Na plenitude do sorriso alegre e triste

Que recordo de ti.

Num tempo breve e longo,

Num espaço perto e distante,

Vividos na simbiose da noite e da lua,

Do dia e do sol,

Num longo diálogo

De palavras e emoções

De folhear e desvendar o livro da vida

Num encontro de silêncios e palavras

De gestos ousados e tímidos

De avanços e recuos

Na procura permanente do ouvir e sentir

Palavras sempre novas.

Na urgência de inventar um olhar mais profundo,

Um beijo mais doce, à flor da boca,

um procurar lento à flor da tua pele

que tarda em chegar a mim.


Maria de Freitas

maio 2026

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